quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

2ª dose: um pouco de infância

Minha infância tem me surpreendido com frequência nos últimos dois meses. Entre cheiros e lugares, histórias e sonhos, tenho me encontrado com meu eu-menino. E às vezes me vejo no meu sobrinho e no olhar dele acerca das coisas. Em outras ocasiões apenas admiro o jeito dele fazer poesia sem querer... Tudo isso me despertou ao risco de escrever coisas sobre o universo infantil. Divido aqui, meus riscos.

Tarefa de escola: Nº 1 – Recorte por que separado, porque junto, por quê separado com acento circunflexo e cole no seu caderno.

Dia desses Miguel decidiu sua vida. Definitivamente, como sempre. Nunca volta atrás. Já foi bombeiro, policial, astronauta, encantador de nuvens, motorista de caminhão-pipa, corredor de Fórmula-1, jogador de futebol, professor, médico, soltador profissional de pipa, campeão mundial de chinelada em pernilongo na parede e, todos os dias, super-herói. Tudo em oito anos de existência. Veja lá, eu disse oito anos. Vida intensa. Crianças são assim...incansáveis.
- Quando crescer, vou ser inventor de poesia.
A mãe achou bonitinho.
- Que lindo o meu filho!
Ontem, quando Miguel chegou da escola e soltou um “assim não dá!”, ela quis saber o motivo.
- Mãe, tô perdido, roubaram os meus porquês!
Ela ficou pensando. “Ele levou a sério esse negócio de poeta”.

2 comentários:

Maikon K disse...

rapaz,
to gostando de ver.

:-)

Nicoli disse...

Oi Amor!!!

Lembranças da nossa infancia, é passagem aberta a nossa maturidade. Amor, estamos " crescendo"
Lindos textos!
Beijos
Nicoli